quarta-feira, 3 de julho de 2019

Quão Bem Você Conhece A Deus?

Resultado de imagem para o solEis que Deus é grande, e não o podemos compreender; o número dos seus anos não se pode calcular. (Jó 36.26)

É impossível conhecer muito bem a Deus.

Ele é a pessoa mais importante que existe. E isso é porque ele criou todos os outros e qualquer importância que eles tenham é devida a Deus.

Qualquer poder, inteligência, habilidade ou beleza que eles tenham vem dele. Em cada nível de excelência, ele é infinitamente maior do que a melhor pessoa que você já conheceu ou já ouviu falar.

Sendo infinito, ele é infinitamente interessante. É impossível, portanto, que Deus seja enfadonho. Sua contínua demonstração das ações mais inteligentes e interessantes é vulcânica.

Como fonte de todo bom prazer, ele, em si mesmo, agrada completa e finalmente. Se não o experimentamos assim, estamos mortos ou dormindo.

Logo, é surpreendente quão pouco esforço é feito em conhecer a Deus.

É como se o presidente dos Estados Unidos viesse morar com você por um mês, e você só dissesse oi de passagem todos os dias ou algo como isso. Ou como se você estivesse voando à velocidade da luz por duas horas ao redor do sol e do sistema solar, e em vez de olhar pela janela, você ficasse jogando no computador. Ou como se você fosse convidado a assistir os melhores atores, cantores, atletas, inventores e estudiosos fazerem o seu melhor, mas se recusasse a ir para que pudesse assistir o último capítulo da telenovela.

Oremos para que nosso Deus infinitamente grande abra os nossos olhos e corações para que o vejamos e busquemos conhecê-lo mais.

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Eu Posso Estar Contente Em Tudo

Resultado de imagem para caminho estreito Tudo posso naquele que me fortalece. (Filipenses 4.13) 

A provisão divina de graça futura para o dia a dia capacita Paulo a ter fartura ou fome, a prosperar ou sofrer, a ter abundância ou escassez.

“Tudo posso” realmente significa “tudo”, não apenas as coisas fáceis. Isso significa que “por meio de Cristo eu posso ter fome, sofrer e ter necessidade”. Isso coloca a maravilhosa promessa do verso 19 em sua luz adequada: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”.

O que significa “cada uma de vossas necessidades”, à luz de Filipenses 4.19? Significa “tudo o que você precisa para o contentamento que glorifica a Deus”. O amor de Paulo pelos Filipenses fluía do seu contentamento em Deus, e seu contentamento fluía da sua fé na graça futura da infalível provisão de Deus.

É óbvio, então, que a cobiça é exatamente o oposto da fé. É a perda do contentamento em Cristo, de modo que começamos a desejar que outras coisas satisfaçam os anseios dos nossos corações. E não há dúvida de que a luta contra a cobiça é uma luta contra a incredulidade e uma batalha pela fé na graça futura.

Sempre que nós percebermos o menor surgimento de cobiça em nossos corações, precisamos nos voltar contra ela e combatê-la com todas as nossas forças usando as armas da fé.

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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terça-feira, 18 de junho de 2019

Como Suplicar Pelos Incrédulos

Resultado de imagem para suplica Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos. (Romanos 10.1)

Paulo ora para que Deus converta Israel. Ele ora por sua salvação! Ele não ora por influências ineficazes, mas eficazes. E é assim que nós também devemos orar.

Nós devemos tomar as promessas da nova aliança de Deus e suplicar a Deus para que elas sejam realizadas em nossos filhos, em nossos vizinhos e em todos os campos missionários do mundo.

Deus, remove deles o coração de pedra e dá-lhes um novo coração de carne (Ezequiel 11.19). Circuncida o coração deles, para que te amem (Deuteronômio 30.6)! Pai, põe o teu Espírito dentro deles e faze-os andar em teus estatutos (Ezequiel 36.27). Concede-lhes o arrependimento e conhecimento da verdade para que possam escapar do laço do diabo (2 Timóteo 2.25-26). Abre o coração deles, para que creiam no evangelho (Atos 16.14)!

Quando crermos na soberania de Deus — no direito e poder de Deus para eleger e, então, trazer pecadores endurecidos à fé e à salvação — então, seremos capazes de orar sem qualquer inconsistência e com grandes promessas bíblicas para a conversão dos perdidos.

Assim, Deus tem prazer nesse tipo de oração, porque ela lhe atribui o direito e a honra de ser o Deus livre e soberano que ele é na eleição e salvação.

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Precisamos Novamente De Homens De Deus

A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.

Resultado de imagem para profetas homem de deusA igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.

Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos.
Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.

A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.

Resultado de imagem para profetas homem de deusO homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.

Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens.

E, quando vierem os libertadores… serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo…

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Por: A.W. Tozer.
MinisterioFiel.com.br.
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Quanto Deus Quer Te Abençoar

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O SENHOR tornará a exultar em ti, para te fazer bem. (Deuteronômio 30.9) 

Deus não nos abençoa de má vontade. Há uma espécie de anelo sobre a beneficência de Deus. Ele não espera que venhamos até ele. Deus nos procura, porque é seu prazer nos fazer bem. Deus não está esperando por nós; Ele está nos buscando. De fato, essa é a tradução literal do Salmo 23.6: “Bondade e misericórdia certamente me [per]seguirão todos os dias da minha vida”.

Deus ama mostrar misericórdia. Permita-me dizer isso novamente: Deus ama mostrar misericórdia. Ele não é hesitante, indeciso ou incerto em seus desejos de fazer o bem ao seu povo. Sua ira deve ser liberada por uma rígida trava de segurança, mas sua misericórdia tem um gatilho rápido. Isso é o que ele quis dizer quando desceu ao monte Sinai e disse a Moisés: “O Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade” (Êxodo 34.6, ACF).

Deus nunca está irritado ou nervoso. Sua ira nunca tem um pavio curto. Em vez disso, ele é infinitamente ativo com um entusiasmo absolutamente ilimitado e sem fim para o cumprimento de seus deleites.

É difícil para nós compreendermos isso, porque precisamos dormir todos os dias apenas para superar, quanto mais para desenvolver-se. Nós somos inconstantes em nossos prazeres. Ficamos entediados e desencorajados em um dia e nos sentimos esperançosos e animados em outro.

Nós somos como pequenos gêiseres que borbulham, jorram e estouram de modo incerto. Mas Deus é como um grande Niágara; você olha para ele e pensa: Certamente isso pode continuar nessa força ano após ano.

Essa é a maneira como Deus está nos fazendo bem. Ele nunca se cansa disso. Nunca se aborrece com isso.

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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quinta-feira, 13 de junho de 2019

Quem Matou Jesus?

Resultado de imagem para cordeiro de deusAquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? (Romanos 8.32) 

Há anos, um dos meus amigos que era pastor em Illinois estava pregando a um grupo de presos em uma prisão estadual durante a semana santa. Em um momento de sua mensagem, ele fez uma pausa e perguntou aos homens se eles sabiam quem havia matado Jesus.

Alguns disseram que foram os soldados. Alguns disseram que foram os judeus. Alguns disseram que foi Pilatos. Depois que houve silêncio, meu amigo simplesmente disse: “Seu Pai o matou”.

Isso é o que a primeira metade de Romanos 8.32 diz: Deus não poupou o seu próprio Filho, antes o entregou — à morte. “Sendo este [Jesus] entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus” (Atos 2.23). Isaías 53 o coloca ainda mais claramente: “Nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus… Todavia, ao SENHOR (o seu Pai) agradou moê-lo, fazendo-o enfermar” (Isaías 53.4, 10).

Ou como Romanos 3.25 diz: “Deus [o] propôs, no seu sangue, como propiciação”. Assim como Abraão ergueu o cutelo sobre o peito de seu filho Isaque, mas depois poupou o seu filho porque havia um carneiro entre os arbustos, assim Deus, o Pai, ergueu o cutelo sobre o peito do seu próprio Filho, Jesus; mas não o poupou, porque ele era o cordeiro; Ele era o substituto.

Deus não poupou o seu próprio Filho, porque essa era a única forma de nos poupar. A culpa das nossas transgressões, o castigo de nossas iniquidades e a maldição dos nossos pecados teriam nos conduzido inescapavelmente à destruição do inferno. Mas Deus não poupou o seu próprio Filho; Ele o entregou para ser traspassado pelas nossas transgressões, esmagado pelas nossas iniquidades e crucificado pelo nosso pecado.

Esse versículo é o mais precioso da Bíblia para mim, porque o fundamento da abrangente promessa da graça futura de Deus é que o Filho de Deus levou em seu corpo todo o meu castigo, toda a minha culpa, toda a minha condenação, toda a minha iniquidade, toda a minha ofensa e toda a minha corrupção, para que eu possa estar diante de um Deus grande e santo, perdoado, reconciliado, justificado, aceito, e sendo o beneficiário das promessas inefáveis de deleite para sempre e sempre à destra de Deus.

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Ajuda A Minha Incredulidade

Resultado de imagem para minha féPorque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um. (Romanos 12.3) 

No contexto desse versículo, Paulo está preocupado que as pessoas estivessem pensando de si mesmas “além do que convém”. Seu remédio definitivo para esse orgulho é dizer não somente que os dons espirituais são obra da livre graça de Deus em nossas vidas, mas que também o é a própria fé com que usamos esses dons.

Isso significa que todos os possíveis motivos de jactância são removidos. Como podemos nos vangloriar se até mesmo a qualificação para receber dons também é um dom?

Essa verdade tem um profundo impacto sobre como oramos. Jesus nos dá o exemplo em Lucas 22.31-32. Antes que Pedro o negasse três vezes, Jesus lhe disse: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos”.

Jesus ora para que a fé de Pedro seja sustentada apesar do pecado, porque ele sabe que Deus é quem sustenta a fé. Portanto, devemos orar por nós mesmos e pelos outros dessa forma.

Assim, o homem com o menino epiléptico gritou: “Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” (Marcos 9.24). Essa é uma boa oração. Ela reconhece que, sem Deus, não podemos crer como devemos.

Oremos diariamente: “Ó Senhor, graças te dou pela minha fé. Sustenta-a. Fortalece-a. Aprofunda-a. Não permitas que ela falhe. Faze dela o poder da minha vida, de modo que em tudo o que eu fizer, tu obtenhas a glória como o grande Doador. Amém”.

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John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Oração É Para Pecadores

Resultado de imagem para pecadores Senhor, ensina-nos a orar. (Lucas 11.1

Deus responde às orações dos pecadores, não de pessoas perfeitas. E você pode se tornar completamente paralisado em sua oração se não se concentrar na cruz e compreender isso.

Eu poderia demonstrá-lo a partir de inúmeros textos do Antigo Testamento, onde Deus ouve o clamor do seu povo pecador, cujos mesmos pecados os colocaram na tribulação da qual clamam por libertação (por exemplo, Salmo 38.4, 15; 40.12-13; 107.11-13). Mas permita-me mostrá-lo de duas maneiras a partir de Lucas 11:

Nesta versão da oração do Senhor (Lucas 11.2-4), Jesus diz: “Quando orardes, dizei…”. E, então, no verso 4, ele inclui esta petição: “perdoa-nos os nossos pecados”. Logo, se você unir o início da oração ao meio, o que ele diz é: “Quando orardes, dizei… perdoa-nos os nossos pecados”.

Eu entendo que isso significa que essa deve ser uma parte de todas as nossas orações, assim como “santificado seja o teu nome”. Isso indica que Jesus assume que realmente precisamos buscar o perdão todas as vezes que oramos.

Em outras palavras, nós sempre somos pecadores. Nada do que fazemos é perfeito. Como disse Martinho Lutero, em seu leito de morte: “Nós somos mendigos, isso é verdade”. Não importa quão obedientes tenhamos sido antes de orarmos. Todos nós sempre vamos ao Senhor como pecadores. E Deus não recusa as orações dos pecadores quando eles oram assim.

A segunda passagem em que vejo isso ensinado está em Lucas 11.13: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”.

Jesus chama seus discípulos de “maus”. Uma linguagem bastante forte. E Jesus não queria dizer que eles estavam fora de comunhão consigo. Ele não queria dizer que as suas orações não seriam respondidas.

Ele quis dizer que, enquanto durar esta era caída, até mesmo seus próprios discípulos terão uma inclinação ao mal que contamina tudo o que fazem, mas que não os impede de fazer muito bem.
Somos ao mesmo tempo maus e redimidos. Estamos gradualmente vencendo o nosso mal pelo poder do Espírito Santo. Mas a nossa corrupção natural não é extinta pela conversão.

Nós somos pecadores e somos mendigos. E se reconhecermos esse pecado, o combatermos e nos apegarmos à cruz de Cristo como nossa esperança, então Deus nos ouvirá e responderá às nossas orações.

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Completamente Inimigo De Deus

Resultado de imagem para deus iradoE a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte. (Colossenses 1.21-22) 

A melhor notícia do mundo é que nossa separação de Deus terminou e estamos reconciliados com o Juiz do universo. Deus não é mais contra nós, mas por nós. Ter o amor onipotente do nosso lado fortalece poderosamente a alma. A vida se torna totalmente livre e corajosa quando o Ser mais forte é por você.

Porém, o todo da mensagem de salvação de Paulo não é uma boa notícia para aqueles que rejeitam o diagnóstico de Colossenses 1.21. Ele diz: vocês eram “estranhos e inimigos no entendimento”.

Quantas pessoas você conhece que dizem: “Eu sou inimigo de Deus em meu entendimento”? As pessoas raramente dizem: “Eu odeio a Deus”. Então, o que Paulo quer dizer quanto às pessoas serem “inimigas no entendimento” em relação a Deus antes de serem reconciliadas pelo sangue de Cristo?

Acho que ele quer dizer que a inimizade está realmente ali em relação ao verdadeiro Deus, mas as pessoas não se permitem pensar no verdadeiro Deus. Elas imaginam que Deus é como gostariam que ele fosse, o que raramente inclui qualquer possibilidade de que possam estar em sérios problemas com ele.

Mas com respeito ao Deus que realmente é — um Deus que é soberano sobre todas as coisas, incluindo a doença e a tragédia — todos nós fomos inimigos dele, diz Paulo. No íntimo, odiamos seu poder e autoridade absolutos.

Se qualquer um de nós é salvo, isso é devido à maravilhosa verdade de que a morte de Cristo obteve a graça pela qual Deus conquistou nossos corações e nos fez amar aquele que uma vez odiamos.
Muitos ainda estão aprendendo a não serem inimigos de Deus. É algo bom que ele seja gloriosamente paciente.

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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segunda-feira, 3 de junho de 2019

A Chave De Cristo

“O que abre, e ninguém fecha.” (Ap 3:7 ARC1995)
 
Jesus é o guarda das portas do paraíso; Ele colocou diante de cada alma crente uma porta aberta que nenhum homem nem nenhum demónio lha pode fechar. Que gozo será achar que a fé nEle é a chave de ouro para as portas eternas! Minh’alma, estás tu levando esta chave em teu peito ou estás confiando em alguma chave falsa que, por fim, fracassará? 
 
Resultado de imagem para portas abertaOuve esta parábola do pregador e recorda-a: O grande Rei fez um banquete e proclamou por todo o mundo que ninguém entraria nele, salvo os que trouxessem a flor mais formosa do mundo. Os espíritos dos homens avançam para a porta aos milhares e cada um deles traz uma flor que estima ser a rainha do jardim, mas eles, em grande quantidade, são empurrados para fora da presença real e não podem entrar na sala do banquete. Alguns trazem nas suas mãos a mortal beladona da superstição, ou a papoila exibicionista de Roma, ou a cicuta da justiça própria, mas como estas flores não agradam ao Rei, os portadores delas são excluídos das portas de pérola.
 
Minha alma, tens tu colhido a Rosa de Saron? Levas tu constantemente no teu peito o Lírio dos Vales? Se assim é, quando chegares às portas do Céu, tu saberás o seu valor, porquanto só tens de mostrar a mais seleta das flores e o Porteiro abrirá. Nem por um momento Ele te negará a admissão, porque para aquela Rosa o Porteiro abre sempre.
 
Tu acharás o teu caminho para o trono de Deus com a Rosa de Saron nas tuas mãos, visto que o Céu não possui nada que sobrepuje a sua radiante beleza, e de todas as flores que florescem no Paraíso, não há nenhuma que possa rivalizar com o Lírio dos Vales. Minh’alma, pela fé obtém em tuas mãos a vermelha Rosa do Calvário; leva-a por amor, preserva-a pela comunhão, por uma vigilância diária fá-la o teu tudo em tudo e tu serás abençoado além de toda a beatitude, feliz além de toda a imaginação. Jesus, sê meu para sempre: meu Deus, meu Céu, meu tudo.
 
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Projeto Spurgeon
http://www.projetospurgeon.com.br/2012/06/a-chave-de-cristo-devocional/
C. H. Spurgeon – “Leituras Vespertinas”
Tradução de Carlos António da Rocha

A Fé Que Magnifica A Graça

Resultado de imagem para onda do marNão anulo a graça de Deus. (Gálatas 2.21) 

Quando eu, como um menino, perdia meu equilíbrio nas ondas violentas da praia, sentia como se fosse ser arrastado para o meio do oceano em um instante.

Era algo terrível. Eu tentava me orientar e descobrir como me levantar. Mas eu não conseguia manter meus pés no chão e a força das ondas era muito forte para nadar. De qualquer forma, eu não era um bom nadador.

Em meu pânico, pensava em apenas uma coisa: Alguém poderia me ajudar? Mas eu não conseguia sequer chamar por estar debaixo da água.

Quando sentia a mão do meu pai segurando meu braço como um poderoso alicate, esse era o sentimento mais doce do mundo. Eu cedia inteiramente ao ser dominado por sua força. Eu me deleitava em ser segurado por sua vontade. Eu não resistia.

Eu não pensava que deveria tentar mostrar que as coisas não eram tão ruins; ou que deveria acrescentar minha força ao braço do meu pai. Tudo o que eu pensava era: Sim! Eu preciso de você! Eu agradeço a você! Eu amo sua força! Eu amo sua iniciativa! Eu amo seu aperto! Você é excelente!
Nesse espírito de afeição rendida, ninguém pode se vangloriar. Eu chamo essa afeição rendida de “fé”. E meu pai era a personificação da graça futura que eu ansiava debaixo da água. Essa é a fé que magnifica a graça.

À medida que meditamos sobre como viver a vida cristã, o pensamento mais elevado deve ser: como posso magnificar, em vez de anular a graça de Deus? Paulo responde a essa pergunta em Gálatas 2.19-21: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Não anulo a graça de Deus”.

Por que a vida dele não anula a graça de Deus? Porque ele vive pela fé no Filho de Deus. A fé chama toda a atenção para a graça e a magnifica, em vez de anulá-la.

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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Algo Para Se Gloriar

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Porque pela graça sois salvos, mediante a fé. (Efésios 2.8) 

O Novo Testamento correlaciona fé e graça para assegurar que não nos gloriemos no que a graça realiza sozinha.

Um dos exemplos mais familiares é esse: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé” (Efésios 2.8). Pela graça, mediante a fé. Aqui está a correlação que protege a gratuidade da graça.

A fé é o ato de nossa alma de se voltar da nossa própria insuficiência para os livres e suficientes recursos de Deus. A fé focaliza-se na liberdade de Deus para conceder graça aos indignos. Ela se baseia na liberalidade de Deus.

Então, a fé, por sua própria natureza, anula a vanglória e se adequa à graça. Seja para onde for que a fé olhe, ela vê a graça por trás de cada ato digno de louvor. Portanto, ela não pode se gloriar, senão no Senhor.

Assim, Paulo, depois de dizer que a salvação é pela graça, mediante a fé, diz: “e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9). A fé não pode se gloriar da bondade, nem da competência, nem da sabedoria humana, porque a fé se concentra na livre graça de Deus, que tudo suporta. Seja qual for a bondade que a fé veja, ela a vê como o fruto da graça.

Quando a fé olha para nossa “sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção”, ela diz: “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor” (1 Coríntios 1.30-31).

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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terça-feira, 28 de maio de 2019

O Pagamento Pela Paciência

Resultado de imagem para josé e potifarVós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. (Gênesis 50.20) 
 
A história de José em Gênesis 37-50 é uma grande lição do porquê devemos ter fé na soberana graça futura de Deus.

José é vendido como escravo por seus irmãos, o que deve ter testado tremendamente a sua paciência. Mas a ele é dado um bom trabalho na casa de Potifar. Então, quando está agindo retamente no lugar não planejado da obediência, a esposa de Potifar mente sobre sua integridade e ele é lançado na prisão — outra grande prova para sua paciência.

Porém, novamente, as coisas melhoram e o carcereiro da prisão lhe concede responsabilidade e respeito. Mas quando ele pensa que está prestes a obter um indulto por meio do copeiro do Faraó, cujo sonho interpretou, o copeiro o esquece por mais dois anos.

Finalmente, o significado de todos esses desvios e atrasos torna-se claro. José diz aos seus irmãos de quem havia se separado há muito tempo: “Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento… Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gênesis 45.7, 50.20).

Qual teria sido o segredo para a paciência de José durante todos aqueles longos anos de exílio e maltrato? A resposta é: fé na graça futura: a graça soberana de Deus para transformar o lugar e caminho não planejados no final mais feliz que se possa imaginar.

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Cristo Vale A Pena?

Resultado de imagem para campo de trigoSe alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo. (Lucas 14.26-27) 
 

Jesus não tem vergonha ou receio de nos contar o “pior” — o custo doloroso de ser cristão: aborrecer a família (versículo 26), tomar uma cruz (versículo 27), renunciar as posses (versículo 33). Não há nenhuma letra pequena no pacto da graça. São todas grandes e em negrito. Não há graça barata! Custa caríssimo! Venha e seja meu discípulo.

Porém, Satanás esconde o seu pior e mostra apenas o seu melhor. Tudo o que realmente importa no acordo com Satanás está em letras pequenas na última página.

Na primeira página, em letras grandes e em negrito, estão as palavras: “É certo que não morrereis” (Gênesis 3.4) e “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mateus 4.9). Mas na parte de trás, em letras pequenas — tão pequenas que você só consegue lê-lo com a lupa da Bíblia — está escrito: “E depois dos prazeres fugazes, você sofrerá comigo para sempre no inferno”.

Por que Jesus está disposto a nos mostrar o seu “pior”, bem como o seu melhor, enquanto Satanás só nos mostra o seu melhor? Matthew Henry responde: “Satanás mostra o melhor, mas oculta o pior, porque seu melhor não [compensa] o seu pior; porém o de Cristo compensará abundantemente”.

O chamado de Jesus não é apenas um chamado ao sofrimento e abnegação; é primeiramente um chamado para um banquete. Essa é a ênfase da parábola em Lucas 14.16-24. Jesus também promete uma gloriosa ressurreição onde todas as perdas dessa vida serão reparadas (Lucas 14.14). Ele também nos diz que nos ajudará a suportar as dificuldades (Lucas 22.32). Ele também nos diz que nosso Pai nos dará o Espírito Santo (Lucas 11.13). Ele promete que mesmo se formos mortos por causa do reino, não se perderá um só fio de cabelo da nossa cabeça (Lucas 21.18).

Isso significa que quando nos sentamos para calcular o custo de seguir a Jesus — quando consideramos o “pior” e o “melhor” — ele vale a pena. Abundantemente vale a pena (Romanos 8.18; 2 Coríntios 4.17).

Não é assim com Satanás. O pão roubado é doce, mas depois a boca se encherá de cascalho (veja Provérbios 20.17).

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
Alegria Inabalável - Ministério Fiel
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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Como Odiar A Sua Vida

Resultado de imagem para ele escolheu a cruzEm verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna. (João 12.24-25) 
 
“Aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna”. O que isso quer dizer?
Isso quer dizer, no mínimo, que você não se preocupa muito com a sua vida neste mundo. Em outras palavras, simplesmente não tem muita importância o que acontece com a sua vida neste mundo.

Se os homens falam bem de você, não importa muito.

Se eles o odeiam, não importa muito.
 
Se você tem muitas coisas, não importa muito.
 
Se você tem pouco, não importa muito.
 
Se você é perseguido ou caluniado, não importa muito.
 
Se você é famoso ou desconhecido, não importa muito.
 
Se você está morto, essas coisas simplesmente não importam muito.

Porém, isso é ainda mais radical. Há algumas escolhas a serem feitas aqui, não apenas experiências passivas. Jesus prossegue dizendo: “Se alguém me serve, siga-me” (João 12.26). Para onde? Ele está indo para o Getsêmani e para a cruz.

Jesus não está apenas dizendo: Se as coisas correrem mal, não se preocupe, já que você está morto de qualquer modo. Ele está dizendo: Escolha morrer comigo. Escolha odiar a sua vida neste mundo da maneira que eu escolhi a cruz.

Isso é o que Jesus quis dizer quando afirmou: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16.24). Ele nos convoca a escolhermos a cruz. As pessoas só faziam uma coisa numa cruz. Elas morriam nela. “Tome a sua cruz” significa: “Como um grão de trigo, caia na terra e morra”. Escolha isso.

Mas, por que? Por causa do compromisso radical com o ministério: “Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (Atos 20.24). Parece que ouço Paulo dizendo: “Não importa o que aconteça comigo, se eu apenas puder viver para a glória de sua graça”.

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Por: John Piper. © Desiring God – Solid Joys
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